ESCRAVO REPRODUTOR
ESCRAVO REPRODUTOR - Roque José Florêncio, que viveu nos arredores da cidade de São Carlos, no interior de São Paulo. Nascido na primeira metade do século 19, Florêncio foi comprado pelo latifundiário Francisco da Cunha Bueno em uma feira local.
Val Bernardo - Redação W1
11/10/20241 min read


Devido a seu porte físico e as crenças da época, Roque José Florêncio foi declarado "escravo reprodutor" — ele tinha 2,18 metros de altura e, naquele tempo, havia o mito de que homens que eram altos e com as canelas finas tinham maior tendência a gerarem filhos homens.
Daí a escolha, afinal, seus frutos seriam uma mão de obra extremamente adequada aos trabalhos forçados do campo.
Obrigado a visitar as senzalas regularmente para violar as mulheres que lá estavam, teria tido mais de 200 filhos - sendo antecessor direto de 30% da população do vilarejo de Santa Eudóxia.
Além das características físicas já citadas, ele também tinha as mãos longas e finas, o que lhe rendeu o apelido de Pata-Seca. Outro fato curioso sobre o escravo é que ele não trabalhava na lavoura e tampouco vivia na senzala.
Muito pelo contrário, seu status de "escravo reprodutor" lhe rendia algumas regalias.
Além do mais, Florêncio também nutria uma boa relação com Cunha Bueno e, assim, ficou responsável por cuidar dos animais de transporte da fazenda. Ainda, foi encarregado de percorrer, todos os dias, mais de 30 quilômetros de cavalo para buscar as correspondências de seu senhor.
Aliás, foi com esse serviço de mensagens que conheceu Palmira, uma moça da cidade com a qual se casou. Na garupa do cavalo, ela foi levada para o sítio de Francisco. Chegando lá, foram agraciados pelo fazendeiro com 20 alqueires de terra, onde construíram uma casa e tiveram nove filhos.
Roque José Florêncio teria exercido essas funções até o fim de sua vida, em 1958. Um documento emitido em 17 de fevereiro daquele ano aponta que o escravo morreu por insuficiência cardíaca, miocardite, esclerose e senilidade.
Imagem ilustrativa.
Texto: Aventuras na História.
FONTE: Instagram | tudo_e_geografia
