Quem era Saleh Mohammadi: pugilista de 19 anos executado no Irã após protestos contra o regime?

Jovem atleta competia em nível nacional, negava acusações e, segundo ONGs, foi torturado antes da condenação por 'inimizade contra Deus'. Saleh Mohammadi tinha 19 anos, era pugilista e começava a construir carreira no esporte quando teve sua trajetória interrompida de forma brutal no Irã. O jovem foi executado por enforcamento, junto a outros dois manifestantes, após ser acusado pelo regime de envolvimento em protestos e da morte de agentes de segurança. De acordo com o jornal português SiC Notícias, Mohammadi competia em nível nacional e já havia participado de torneios internacionais, sendo considerado uma promessa dentro da modalidade. Integrantes da comunidade esportiva iraniana afirmaram, após sua morte, que o atleta não tinha histórico de comportamento violento. A acusação contra o pugilista remonta aos protestos que tomaram o país no fim do ano passado. Ele foi responsabilizado pela morte de um policial durante as manifestações - versão que sempre negou. Ainda de acordo com ONGs, sua confissão teria sido obtida sob tortura, e o jovem não teria tido acesso a um julgamento justo. Na sentença, os crimes atribuídos a Mohammadi foram classificados como "inimizade contra Deus", uma das acusações mais graves dentro do sistema judicial iraniano. As autoridades também alegaram que os condenados atuavam como agentes estrangeiros. Explosões, fumaça e destruição: as imagens do ataque de EUA e Israel ao Irã. A execução ocorreu de forma sigilosa em uma prisão na cidade de Qom, considerada um dos centros religiosos mais importantes do país. Além de Mohammadi, também foram mortos Mehdi Ghasemi e Saeed Davoudi. A morte do jovem atleta acontece em meio a uma onda de repressão após os protestos que começaram por questões econômicas, como o alto custo de vida, e rapidamente evoluíram para um movimento mais amplo contra o regime. As autoridades iranianas classificaram os atos como "motins fomentados por forças estrangeiras" e afirmam que milhares de pessoas morreram durante os distúrbios. Já entidades independentes apontam números mais altos de vítimas, em sua maioria manifestantes, e denunciam violações sistemáticas de direitos humanos. Fonte: oglobo

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3/25/20261 min read

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